Aprendendo exatas de forma diferente



Colégio Poliedro de São José dos Campos oferece aulas práticas e expositivas que desmistificam o medo em torno de matérias como Física e Ciências

Temidas por muitos jovens, as aulas de Física e Ciências caíram nas graças dos alunos do Colégio Poliedro São José dos Campos devido à combinação entre teoria e prática de uma forma divertida. A partir do 6º ano do Ensino Fundamental II, os alunos têm a oportunidade de participar de aulas
realizadas em laboratórios e ao ar livre que aplicam, na prática, toda a teoria trabalhada em sala de aula.

“A hora certa de encantar a garotada e desmistificar o medo dessas matérias é agora. Nas aulas práticas realizadas no laboratório, nós proporcionamos a eles a possibilidade de conhecer o lado lúdico da Física, da Química e das Ciências. Uma das nossas preocupações iniciais é desenvolver o conceito da matéria com os alunos. Depois, eles vão ter mais facilidade em resolver os cálculos quando chegarem ao Ensino Médio”, explica o professor de Ciências e Física do Ensino Fundamental II, Jarbas Luiz de Noronha Filho.

Carrinho movido a energia potencial gravitacional

Um dos exemplos de como a teoria é aplicada na prática no Colégio Poliedro é o projeto Carrinho movido a energia potencial gravitacional. “Os alunos do 9º ano recebem um kit básico e têm o desafio de construir um carrinho e fazer com que ele percorra a maior distância possível, sendo movimentado apenas por um peso”, explica o professor de Física Ricardo Takamatsu, mais
conhecido como Jack.
O objetivo da atividade é proporcionar aos alunos a possibilidade de verificação e compreensão da transformação da energia gravitacional em energia cinética. E a metodologia aplicada tem agradado bastante os alunos. “As aulas são muito boas. Os professores Jack e Jarbas realizam experiências
durante a aula e isso deixa a gente com vontade de aprender mais. Muitas dessas experiências nós conseguimos aplicar na vida, é muito legal”, opina Lucca Chinelato, aluno do 9º ano.

Simulação de radar eletrônico

Nesse projeto, os estudantes vão até uma avenida movimentada de São José dos Campos acompanhados pelo professor Jack e assumem o papel do sensor de um radar eletrônico. O objetivo da atividade é entender o funcionamento do sistema e aprender a converter medidas.

“Os alunos se dividem em duas equipes: a primeira fica em um ponto da avenida, marcado por um poste, e a segunda fica a 53,10 metros de distância, em outro poste. Quando um carro se aproxima, um aluno da primeira equipe sinaliza a passagem do carro e outro colega aciona o cronômetro.
Quando o carro passa pelo segundo poste, outro aluno da equipe dois encerra a contagem do cronômetro”, explica o professor Jack.

Então, os estudantes anotam o tempo de deslocamento e dividem a distância percorrida pelo tempo cronometrado. A partir desse cálculo, tem-se o resultado em metros por segundo. Como a velocidade na avenida é em quilômetros por hora, eles aprendem a converter metros por segundo
para quilômetros por hora. Essa atividade mostra como aplicar a Física em nosso dia a dia, facilitando a compreensão do conceito pelos alunos.

“Acho bem interessante as aulas de Ciências e de Física serem mais práticas do que teóricas. Até quando temos teoria, elas são muito didáticas e nós não ficamos apenas decorando fórmulas. Conseguimos entender que esses conceitos são aplicáveis no nosso dia a dia. É muito interessante”, afirma Guilherme Silva Villas Boas, aluno do 9º ano.

“Física não é minha matéria preferida, mas eu gosto muito das aulas do Jack e do Jarbas porque nós conseguimos ver na prática como funciona. É muito legal. Nas aulas práticas, os professores dão a oportunidade de fazermos a experiência sem a ajuda deles, e mesmo assim nós conseguimos
executá-la. É mais fácil de entender o conceito da matéria na prática, isso ajuda bastante”, finaliza Stephani Lucas Santana, que também é aluna do 9º ano.