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Alunos do Colégio Poliedro buscam soluções para escolas públicas



Com apoio da escola e por meio do programa ProLíder, estudantes do Poliedro querem facilitar o dia a dia de professores

 

Briza Aiki Matsumura e Lucca Chinelato, alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Poliedro de São José dos Campos

 

A escola pode ser um ambiente estimulante para que estudantes tenham diversas iniciativas, entre elas ações que podem impactar positivamente as aulas de outras escolas.

E é exatamente esse o objetivo dos estudantes Briza Aiki Matsumura e Lucca Chinelato, alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Poliedro de São José dos Campos.

“Nossa meta é facilitar a vida do professor na correção de provas de múltipla escolha para que ele tenha mais tempo no planejamento de aula”, comenta Briza, que foi selecionada pelo programa ProLíder, conduzido pelo Instituto Four, cujo objetivo é desenvolver jovens líderes comprometidos com a sociedade.

Fundado por Wellington Vitorino, ex-bolsista da Fundação Estudar, o ProLíder é um programa de liderança que visa estimular o empreendedorismo de impacto social. Assim como Briza, os selecionados pelo programa apresentam características como protagonismo, empatia e vontade de mudar o Brasil.

 

A aluna Briza durante reunião no Instituto Four

 

Por ter se destacado em outras iniciativas e atividades, a estudante foi selecionada para esse projeto aos 14 anos, embora o programa seja voltado para jovens entre 16 e 35 anos.

Parceiro de trabalho, o estudante Lucca Chinelato não participa do programa ProLíder, mas foi convidado pela colega para trabalhar junto nas soluções. “Em nosso projeto propomos algo que é acessível para escolas públicas e para escolas particulares menores”, destaca Lucca.

 

O projeto e os benefícios

A proposta da dupla é levar para escolas públicas um sistema de correção para provas de múltipla escolha semelhante ao utilizado no Colégio Poliedro. “Professores perdem tempo corrigindo provas. Ao observarmos a tecnologia que o Poliedro usa, pensamos em adaptar um sistema para outras escolas, criando uma solução que seja simples e prática”, explica Briza.

Para isso, a ideia é que o sistema funcione a partir de smartphones. “Pensamos nessa possibilidade porque a utilização de equipamentos específicos para isso, como os que são utilizados no Poliedro, poderiam representar uma tecnologia cara para escolas públicas ou particulares menores”, esclarece Lucca.

 

Sistema utilizado no Colégio Poliedro

Solução apresentada permitiria a leitura e correção dos gabaritos por meio de smartphones

 

Os estudantes fariam as provas normalmente, mas preenchendo o cartão-resposta que seria lido por smartphones por meio de um aplicativo que compara os cartões scanneados com o gabarito correto. Ao tornar a correção mais rápida, o processo permitiria aos professores aumentar o tempo gasto no planejamento das aulas. Além disso, o sistema poderia gerar automaticamente dados e indicadores que seriam úteis para alguns diagnósticos de desempenho e para o direcionamento das aulas.

 

Apoio e oportunidades

Os estudantes contam com o apoio do Colégio para entender como o sistema funciona, e o ProLíder os coloca em contato com especialistas que auxiliam todos os participantes do programa a colocarem em prática seus empreendimentos.

Após a conclusão do projeto, os alunos terão outra grande oportunidade. “Apresentaremos o projeto no fim do ano para uma banca com investidores que possuem uma ligação com a Fundação Estudar, o que pode representar uma ajuda importante para nós e principalmente para todos que serão beneficiados”, comentou Briza.

 

Briza participa de dinâmicas no programa ProLíder

 

Participantes do programa ProLíder 2018